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A Serra D’Ossa é o enquadramento perfeito para um turismo rural que tem na excelência o seu norte. Fixe o nome Herdade de Água D’Alte e quando quiser fugir da rotina encontre-a na Aldeia da Serra, no Redondo.  Um fim de semana por aquelas paragens é um verdadeiro antídoto à vida agitada, pelo menos, foi isso que senti quando lá estive. Parar e relaxar é a palavra de ordem e os únicos ruídos que se ouvem são os próprios sons da natureza, ou seja, o chilrear dos pássaros e os barulhos dos rebanhos que por ali pastam.

Ao falar com Cristina Silva Costa, a simpática proprietária, percebe-se que nenhum pormenor foi deixado ao acaso. As cinco suites, os dois quartos e a Casa das Malhadas (um pequeno monte T1) estão decorados e acordo com a flor que lhes dá nome e nem o aroma foi esquecido. A inspiração para a decoração é campestre e o conforto impera, mas nas paredes de cada quarto há um pormenor interessante: lenços de colocar ao pescoço foram transformados em quadros. Fiquei instalada no quarto Papoila, decorado em tons de vermelho, a minha cor preferida, mais um sinal de que a estadia na Herdade de Água D’Alte ia superar todas as minhas expectativas.

Lá fora a piscina e o lounge de inspiração africana convidam a trazer um livro e a apanhar um pouco de sol, apesar do verão ainda estar longe. No entanto, quem preferir pode fazer isso mesmo no terraço do seu próprio quarto, onde também pode fazer uma massagem sob marcação.  Aqui as obrigações são zero, mas se lhe apetecer experimente os workshops de cozinha regional e de olaria ou então faça uma prova de vinhos ou um passeio pedestre para apreciar ainda melhor a paisagem que rodeia a propriedade. Estas atividades  ocorrem com frequência na herdade e são uma forma de conhecer melhor a região do Redondo.

De manhã e à noite todos os caminhos vão dar à Casa de Xisto, que também tem um ar africano. Este é o ponto de encontro dos hóspedes, simplesmente para ver televisão, ler um dos livros que está nas estantes ou tomar uma refeição ou uma bebida. Foi aqui que terminámos a noite de sábado num magnífico jantar que começou com uma tábua de queijos e enchidos alentejanos, continuou com um gratinado de espinafres com gambas, ovos com farinheira e bacon, espargos e bochechas de porco. Um mesa repleta de coisas boas, tal como aconteceu algumas horas depois no pequeno-almoço  buffet..

Antes do regresso a Lisboa, ainda houve tempo de conhecer o Redondo, uma vila tipicamente alentejana que merece a visita, com o seu casario caiado de branco e as suas ruas estreitas a convidar a passeios sem rumos definidos, porque por aqui o tempo passa mais lentamente…

 

 

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