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Sabe os números de telefone dos familiares de cor e não se esquece nunca das horas a que tem reuniões no trabalho? Ainda se lembra da cara de todos os colegas do liceu? Como é que está a sua memória?

Quantas vezes é que adorou uma música, as suas amigas disseram-lhe como se chamava e passadas umas horas teve de lhes perguntar novamente o nome porque se esqueceu? E quantas outras vezes foi de propósito ao quarto buscar algo em específico, chegou lá e voltou para trás por não se lembrar o que ia fazer? “A memória já não é o que era”, dirá em género de desculpa.

Uma memória saudável requer treino. Tal como o desporto melhora a condição física, também o exercício mental ajuda a trabalhar o cérebro. Basta que andemos mais stressadas, com mais trabalho ou com menos cuidados com a alimentação para que nos custe a memorizar datas ou outras informações.

Conheça seis truques que vão ajudá-la a exercitar a memória.

  • Faça, com frequência, exercícios rápidos para o cérebro. Aproveite as palavras cruzadas que vêm nas revistas e jornais e/ou compre livros como Exercícios Rápidos para o Cérebro, do Dr. Gareth Moore. Na Internet tem também vários jogos gratuitos. Conheça alguns aqui;
  • Durma, pelo menos, sete horas. Segundo o livro Exercite o seu Cérebro, de Vasco Catarino Soares, “a grande maioria dos autores que se debruça sobre as questões do sono e, mais concretamente, sobre o número ideal de horas que o nosso organismo precisa, estima que este número esteja entre as 7 e 8 horas. Estas horas ideais, às quais deveríamos entregar o nosso corpo, são um elemento-chave para manter o cérebro em boa forma”;
  • Aposte em alimentos saudáveis. Ainda no livro de Vasco Catarino Soares, pode ler-se que “(…)a falta de tempo determina a escolha por refeições rápidas, não muito dispendiosas e, invariavelmente, ricas em sal, gordura ou açúcares, nefastos para as células cerebrais”. Assim, recomenda-se o consumo de alimentos ricos em ácidos gordos ómega 3, tais como o salmão, as sardinhas e o atum. Além disso, aposte em brócolos (“estão carregados de vitaminas e, em especial, de glutatião (glutationa), um anti-oxidante que protege as células cerebrais dos efeitos da oxidação”). A fruta e os feijões também devem fazer parte da dieta equilibrada;
  • Faça exercício físico. “A atividade física desempenha um papel importante neste capítulo. Sabe-se que a atividade física promove a formação de uma proteína que dá pelo nome de BDNF, ajudando-os na sua sobrevivência” – lê-se no livro Exercite o seu Cérebro;
  • Invista em novas atividades. Assim, evita a estagnação cognitiva. Ao fazer sempre as mesmas coisas está a automatizá-las e a não ativar as redes cognitivas que procuram soluções. Pode ser um desporto que desafie o intelecto, aprender um instrumento musical, investir num jogo de estratégia ou jogar às cartas;
  • Deixe de fumar e beber álcool. O seu consumo reduz o afluxo sanguíneo, logo reduz também a oxigenação cerebral e esta privação do oxigénio leva à morte neuronal.

Costuma ter problemas de memória? O que faz para exercitá-la?

 

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