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Inquietação, falta de concentração, tremores e sensação de nó na garganta podem ser sintomas de ansiedade e não de stress momentâneo causado por um dia mais complicado no trabalho. Esteja atenta aos sinais!

Um terço da população portuguesa sofre de ansiedade. Esta foi uma das conclusões do projeto Crisis Impact, que estuda os efeitos da economia sobre a saúde mental em Portugal. Desde que a crise se instalou no nosso País que o número aumentou – em 2008, por exemplo, os dados apontavam para os 19,08%.

Acontece que não são só os problemas financeiros e falta de emprego que fazem com que as pessoas estejam ansiosas. Problemas com os filhos, doenças de familiares e discussões matrimoniais são também motivos para os números estarem tão elevados. Na maioria das vezes, as pessoas ignoram os sinais e associam-nos a stress momentâneo. Nem sem o é.

Se, por acaso, passa por alguma alguma das situações mencionadas a seguir é fundamental que aprenda a descontrair-se e a libertar a tensão física, mental e emocional. Só assim conseguirá ser feliz.

  • Evita o confronto a todo o custo. Tem alguma situação pendente, mas está há dias a adiar tratá-la? Tem mesmo de falar com o seu chefe sobre algo que a incomoda e não é capaz de o fazer?
  • Está sempre a pensar em situações que já aconteceram há muito tempo. Volta e meia lembra-se de algo que a incomodou no passado e passa horas a rever tudo o que aconteceu. Não se consegue esquecer de nada – nem de todos os pormenores da conversa;
  • Sente constantemente um aperto na garganta. Está a trabalhar tranquilamente e sente um nó na garganta. Começa a pensar em coisas más ou pior: acha que aconteceu algo de grave a alguém próximo;
  • Pede desculpas por tudo e por nada. Tem muito medo de errar. Cada coisa que acontece, mesmo que não tenha a ver consigo diretamente, sente-se culpada, pede desculpa e justifica-se;
  • Não consegue dormir uma noite tranquila. De madrugada tem sempre tendência para acordar e ver o telemóvel – não vá ter nenhuma chamada importante. Depois disso, muitas das vezes, já não adormece;
  • Anda com muitas falhas de concentração. Nunca termina nada de uma só vez. Faz muitas paragens, está mais lenta e vá vezes demais às redes sociais para se distrair;
  • Não consegue terminar uma frase. Está a meio de uma explicação e, simplesmente, as palavras não saem. Sabe que as sabe dizer, mas não consegue articulá-las.

Sente-se familiarizada com alguma destas situações? Considera que faz parte do terço de portugueses que sofre de ansiedade?

 

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