By

Há lá coisa mais irritante do que ouvir apenas um “foi bom” ou “foi mau” quando pergunta “como foi o teu dia”? A conversa acaba quase sem ter começado. E já pensou se não é você que está a fazer mal as perguntas ao seu parceiro?

Há uma fase da vida das crianças que parece que só sabem dizer “sim” e “não”. Por mais que puxemos por elas e façamos muitas perguntas, não estão cá para grandes conversas. Mas este pequeno filme não acontece apenas com os mais novos. Também os adultos por vezes fazem perguntas tão fechadas que recebem apenas uma palavra como resposta. Se irrita? Muito. Se pode ser quem pergunta a mudar isso? Pode.

A regra é simples. Esquecem-se as perguntas fechadas e fazem-se abertas, de forma a envolver a outra pessoa na conversa. Assim, ela não vai ter hipótese e terá de dar uma resposta completa. Veja alguns exemplos a seguir e torne o diálogo com o seu parceiro muito mais saudável.

Errado
“O teu dia foi bom?”

Certo
“Quais foram as melhores partes do teu dia hoje?”

Assim, obriga-o a uma enumeração e a lembrar-se de coisas realmente importantes para lhe contar.

Errado
“Tiveste um dia difícil?”

Certo
“Como é que posso tornar o teu dia mais fácil em cinco minutos?”

Em primeiro lugar, ganha o prémio de miss fofura. Depois, dá-lhe espaço para desabafar consigo e, quem sabe, terem momentos românticos e/ou escaldantes a seguir.

Errado
“Estiveste durante todo o dia com essa cara?”

Certo
“Aconteceu alguma coisa hoje no trabalho?”

Para tornar a conversa mais longa, mostre alguma empatia e preocupação. Uma pessoa quando se sente injustiçada tem tendência a desabafar com outra que lhe transmita compreensão sobre o que aconteceu.

Errado
“Apetece-te fazer alguma coisa depois de jantar?”

Certo
“Quais são os planos para logo à noite?”

Mesmo que o seu parceiro ainda não tenha pensado em nada, vai logo perceber que é para fazer alguma coisa. Logo aí vai dar-lhe vontade para um programinha a dois – mesmo que seja no vale dos lençóis.

Costuma ter este tipo de problemas com o seu parceiro?

 

Leave a Reply