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As redes sociais foram criadas para nos conectar em qualquer parte do Mundo. Mas será que não nos desconectam na vida privada? Poderá uma conta virtual de Instagram acabar com um relacionamento? Não teremos nós problemas suficientes para ainda acrescentarmos mais um?

Quando foi lançado, a 6 de outubro de 2010, o Instagram prometia ser uma rede social de partilha de fotografias e mini vídeos momentâneos. Só! O tempo foi passando e os utilizadores desta rede social (adquirido pelo Facebook em 2012) começaram a pedir mais. Desde então que as reinvenções não param de acontecer. Ele é possibilidade de envio de mensagens privadas, ele é vídeos com 60 segundos, ele é Instagram Stories.

Os usuários agradecem. As figuras públicas ganham milhões de seguidores. As fotografias de pessoas seminuas somam e seguem. E os namorados gritam “ai que me traíste pelo Instagram e eu quero acabar contigo!” Neste momento pode até ter soltado um riso baixinho, mas a verdade é que se fizermos uma pesquisa na Internet são vários os casos de pessoas que contam as suas histórias. Há relações que correm bem… até as redes sociais entrarem em jogo.

No caso específico do Instagram, o facto de haver acesso aos gostos que outra pessoa põe nos perfis que segue é meio caminho para existir uma discussão. Num relacionamento ou o casal tem este assunto bem resolvido e considera não existir problemas em “gostar” de fotos e vídeos de outras pessoas ou as perguntas começam a surgir. “Por que é que a segues?”, “ela é melhor que eu, é isso?”, “qual é a tua necessidade de pôr gostos a outras mulheres?”, “estás a tentar meter conversa com ela?” são frases muito comuns nos interrogatórios de pessoas ciumentas e com perfil de “para-mim-isso-é-uma-traição-e-eu-não-te-perdoou”.

Não é só através dos gostos que o Instagram pode dar problemas nos relacionamentos amorosos. Os verdadeiros Sherlock Holmes vão mais longe, mais propriamente à imagem no canto superior direito do feed de fotos. É lá, num ícone que faz lembrar um arquivador, que estão as mensagens enviadas para outras pessoas, tal e qual como o Facebook permite. Aqui, podem não só trocar-se mensagens entre seguidores como com pessoas que não aceitam o pedido para seguir (neste caso o usuário recebe um alerta de pedido de mensagem e opta por aceitar ou recusar).

Afinal, estará esta rede social a destruir relações ou tudo não passa de “paranóias de pessoas que não têm confiança na pessoa com quem estão?”

Um estudo da Universidade de Missouri concluiu que os usuários ativos dos Instagram são mais propensos a ter conflitos amorosos. Em muitos casos são as discussões relacionadas com esta rede social a causa do desgaste e até do fim da relação. Para concluírem o estudo, os investigadores entrevistaram 600 usuários, a quem colocaram perguntas como: “com que frequência vai ao Instagram?”, “com que frequência vê e revê o feed de notícias?”, “já teve discussões com o seu atual companheiro por causa do Instagram?”, “quantas vezes?”. Depois de juntar todas as respostas, Russell Clayton, o mentor do estudo, e os seus colegas concluiu que quanto mais as pessoas afirmaram aditas desta rede social, mais discussões amorosas têm.

Como em todas as relações, cada caso é um caso e deve ser avaliado em particular e nunca com comparações. Ao existirem dúvidas de possíveis traições (neste caso numa rede social) o melhor é não abdicar de uma conversa e perceber, em conjunto, qual é a linha que quer seguir e se o seu companheiro concorda. Será que vale mesmo a pena existirem discussões por causa do Instagram? Valerá a pena ter a conta ativa? A falta de confiança não deverá ser anulada? Pense bem naquilo que quer para a uma vida e seja sincera relativamente àquilo que sente e como se sente. Só lhe trará mais valias!

O que acha desta rede social? Acredita que está a destruir relações?

 

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