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Pode ser uma situação passageira… ou não! Em qualquer dos casos, há mesmo hábitos a mudar e precauções a ter quando estiver a perder cabelo. Saiba quais.

De todos os nossos atributos físicos, o cabelo é um dos mais importantes (se não o mais importante), quer para a imagem que transmitimos aos outros, quer para os nossos níveis de confiança e autoestima. Manter o cabelo forte e saudável deverá, por isso, ser uma das nossas primeiras preocupações de beleza, principalmente quando começamos a perder cabelo e a ver que este já não tem a mesma força e o mesmo brilho de antes. Com a ajuda de uma dermatologista revelamos as causas da queda de cabelo e os hábitos que estão a prejudicar a saúde do seu cabelo, sem saber.

Não é preocupante…

As pessoas perdem, geralmente, entre 50 a 100 fios de cabelo por dia. Por isso, se nota a perda de alguns fios ao longo do dia, especialmente quando penteia o cabelo ou durante o banho, esse não é um motivo para ficar alarmada. Esta perda de cabelo faz parte do processo natural de crescimento e renovação da haste capilar. Caem alguns cabelos para novos ocuparem o seu lugar. Por outro lado, há alturas do ano em que uma queda mais acentuada de cabelo é considerada “normal”. “Na maioria da população, no final do verão, ocorre uma queda de cabelo superior. É o chamado efluvio telogénico sazonal e resulta da entrada em repouso de um número superior de cabelos na altura da primavera que cai meses mais tarde”, explica Paula Quirino, dermatologista, especialista em Tricologia. Esta perda de cabelo é também “autoresolutiva”. “O cabelo é geralmente perdido ao longo de várias semanas ou meses, mas volta a crescer durante os meses seguintes”, acrescenta ainda a especialista.

Siga uma dieta saudável

Um dos motivos que poderá estar por detrás de uma queda de cabelo acentuada poderá ser a ausência de determinadas vitaminas e minerais em dietas muito restritas. Para uma boa saúde capilar, a nossa alimentação deverá ser o mais variada possível, e as frutas e os vegetais deverão ocupar um lugar especial, particularmente os alimentos que contêm ferro e zinco. “Estes dois minerais são essenciais para manter um cabelo forte e saudável”, frisa Paula Quirino. O ferro poderá ser assegurado pela ingestão regular de vegetais de folha verde (brócolos, couve galega, couve de bruxelas, espinafres, etc.), já o zinco está presente em diversos frutos (banana, abacate e ananás), legumes (abóbora, cenoura, ervilha, agrião, espargos, batata e batata-doce), cereais (arroz, aveia, grão e lentilhas) e marisco (camarão e ostras).

Além de uma dieta equilibrada, a gestão do stresse no dia a dia também é essencial, se quer manter o seu cabelo saudável… “Quando o organismo é submetido a um stresse físico e/ou psicológico constante, existe um número superior de cabelos que entra em repouso (fase telogénica) e que cai cerca de três a quatro meses mais tarde”, explica a dermatologista. A queda de cabelo não é imediata e, por essa razão, é comum não haver a associação entre a perder cabelo e aquele período de maior stresse que ocorreu no passado. Assim, a saúde do nosso cabelo é também um reflexo do nosso estilo de vida mais ou menos saudável.

Outros fatores que potenciam a queda

Contudo, existem outros fatores que poderão contribuir para uma queda de cabelo mais intensa e que também deverão ser despistados. Um dos mais importantes são os fármacos que toma regularmente. “Uma das causas frequentes de queda de cabelo nas mulheres é a suspensão da pílula (que ocorre cerca de quatro a seis meses depois) ou a toma de uma pílula inadequada”, informa Paula Quirino. Outros medicamentos que estão potencialmente implicados na queda de cabelo são os derivados de vitamina A, os anti-inflamatórios, os anti-depressivos, os anti-epiléticos, os anti-coagulantes e alguns anti-hipertensores. Mas, segundo a dermatologista, “qualquer fármaco poderá provocar queda de cabelo”.

Uma perda de cabelo mais acentuada poderá ser também um sintoma de qualquer doença sistémica, nomeadamente do foro hormonal, como a diabetes ou as disfunções da tiróide. Por isso, no caso de quedas de cabelo persistentes e sem causa aparente, Paula Quirino recomenda “uma investigação clínica aprofundada”. As menstruações abundantes, que diminuem as reservas de ferro, a patologia inflamatória do couro cabeludo (eczema, psoríase ou alergias) e o fumo do tabaco também poderão estar na origem da queda capilar.

Penteados a evitar

Os diversos cuidados que temos ao longo da vida com o cabelo, desde a forma como o lavamos e penteamos no dia a dia, aos tratamentos capilares que fazemos no salão de cabeleireiro, também têm um impacto significativo na qualidade da nossa haste capilar. Sabia, por exemplo, que usar o cabelo apanhado com muita frequência poderá causar danos irreversíveis? “Quando o cabelo está apanhado e é exercida pressão sobre a raiz durante meses ou anos seguidos, esta tração resulta numa alopecia que pode ser definitiva e cicatricial”, refere a dermatologista.

Na hora de “embelezar” o cabelo também há regras a seguir para proteger a sua saúde. A aplicação de extensões, por exemplo, poderá agravar uma queda de cabelo já instalada e deverá ser evitada. “As extensões podem agravar as quedas de cabelo quando este está em fase ativa de queda e nos cabelos finos pela tração exercida na raiz”, alerta Paula Quirino. No dia a dia, usar um champô adequado ao seu tipo de cabelo e evitar manipulações agressivas, quer na lavagem, quer na secagem, são os cuidados mais importantes que deverá ter, segundo a dermatologista.

A inevitável queda do pós-parto

Na fase pós-gravidez poderá perder cabelo, decorrente da diminuição de estrogénios nesta fase. Contudo, esta perda é inevitável e acaba por ser resolvida naturalmente, meses mais tarde. “Durante a gravidez, o cabelo permanece, habitualmente, forte e saudável, sem queda significativa, mas, na altura do parto, com a baixa drástica de estrógeneos, um número muito significativo de cabelos entra em repouso e cai cerca de três a quatro meses depois”, esclarece a dermatologista. Atualmente, já existem alguns tratamentos para a fase pós-parto. No entanto, estes não permitem impedir a queda do cabelo, atuando somente nos novos cabelos. “São cosméticos que visam otimizar a qualidade do cabelo que está a nascer, para substituir aquele que está a cair”, esclarece Paula Quirino.

Quando procurar um dermatologista?

Os sinais a que deve estar atenta e que poderão indicar que vai perder cabelo com necessidade de tratamento específico.

  • O volume total de cabelo está reduzido ao longo de um período de tempo de queda, porque o número de cabelos que cai é superior ao número de cabelos que nasce, ou porque a qualidade dos cabelos que nascem é inferior, apesar do número de cabelos ser o mesmo;
  • Se houver história familiar de queda de cabelo, designada pelos especialistas de alopecia andro-genética. É importante excluir a presença desta patologia precocemente, uma vez que a prevenção é a melhor forma de “tratamento”.

4 mitos sobre a queda de cabelo

Conheça os hábitos que achamos provocar queda de cabelo e que, afinal, não passam de mitos:

  • Cortar o cabelo fortalece-o. O cabelo curto apenas é mais fácil de tratar, mas não fica mais forte;
  • Os champôs anti-queda tratam a queda de cabelo. Estes champôs contêm hidrolisados proteícos que criam mais volume no cabelo, criando a ilusão ótica de que a pessoa tem mais, mas, na realidade, não servem para tratar a queda;
  • Não secar o cabelo apodrece a raíz. A nossa pele é “impermeável”, o que impede a água de atingir a raiz do cabelo. Por isso, este pode secar “ao natural”;
  • As lavagens frequentes provocam queda de cabelo. O cabelo que para de crescer (por influência de vários fatores genéticos ou circunstanciais) cai cinco a quatro meses depois, ficando “solto” e acabando por ser retirado com a lavagem. Por isso, quando há uma queda mais intensa, o cabelo deve ser lavado mais vezes para retirar os que estão soltos.

Agora, veja a galeria que preparámos de produtos que deve usar quando estiver a perder cabelo e também para a prevenção da queda!

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Shampoo Density Advanced, 12,10€, L’Oréal Profissionnel

 

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