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O seu filho anda irritado, triste e com pensamentos negativos? Além disso nega-se e/ou inventa desculpas para não ir à escola? Pode estar perante um caso de desmotivação escolar. Ao ser confirmado o seu papel ativo é fundamental.

“Um jovem desmotivado terá certamente atitudes pouco ambiciosas, sentir-se-á sem rumo, com baixa auto-estima, humor depressivo e pode mesmo procurar isolar-se.” É desta forma que Bárbara Ramos Dias, psicóloga clínica especialista em coaching para crianças e jovens alerta para as consequências da desmotivação escolar.

Talvez no início não seja fácil compreender se o seu filho anda a sentir-se assim. No entanto, é muito importante que esteja atenta a sinais de desânimo como:

  • Irritação;
  • Choro fácil;
  • Apatia;
  • Doenças regulares e constantes;
  • Pensamentos negativos;
  • Isolamento;
  • Sono exagerado.

Se algum destes comportamentos lhe for familiar há estratégias que pode e deve adotar para que a criança volte a sentir-se interessada e ganhe os ritmos de aprendizagem certos. São elas:

Mostre paciência e confiança nas capacidades dela

Segundo Mikaela Ovén (no livro Educar com Mindfulness), “É preciso que a criança se sinta calma e focada para conseguir ter sucesso. Se ainda tiver de carregar às costas o seu stresse em relação ao insucesso ou à falta de motivação que ela sente, então não está a ajudar. Pelo contrário. Tem obrigatoriamente de lidar com as suas próprias emoções associadas a este tema pois são da sua responsabilidade e não do seu filho;

Disponibilize-se a ajudar sempre que seja preciso

“Se o seu filho precisar de ajuda tem de estar mesmo lá. Sem estar a pensar no jantar que tem por fazer ou na resposta de um email que recebeu. Ele tem de sentir a sua total presença, confiança, vontade e disponibilidade para ajudar”, diz a escritora;

Façam juntos um cronograma com os tópicos da matéria e o tempo de estudo

O que é que o seu filho tem para fazer? O que é que ele quer? E o que é que ele não quer? De quanto tempo precisa? “De acordo com alguns estudos, uma criança que esteja a frequentar o primeiro ciclo não deve ultrapassar uma hora por dia de TPC, uma criança uma pouco mais velha não mais de uma hora e meia e um jovem no secundário poderá chegar às duas a três horas. Enquanto estipulam um plano pode sugerir ao seu filho que comece com o que gosta menos para acabar com o que gosta mais”, sugere Mikaela Ovén.

Nunca o deixe estudar de barriga vazia

Estudar com fome e sem pausas pode ser mesmo desastroso, além de que faz mal à saúde. A especialista em coaching Bárbara Ramos Dias sugere que “reforce a ingestão de certos alimentos em fases críticas, como brócolos, banana, laranja, maracujá e amêndoas”;

Incentive a prática de desporto

O exercício físico é essencial para manter uma boa qualidade de vida. No caso das crianças com desmotivação escolar é uma boa aposta inscrevê-las no desporto de que mais gostam. A prática não só reduz os níveis de stress e ansiedade, como faz com que esteja em contacto com outras crianças e partilhe experiências.

Reveja sempre os trabalhos de casa

“Mais uma vez, mesmo entregando toda a responsabilidade dos trabalhos de casa à criança, é importante continuar a mostrar interesse pelo trabalho, independentemente de a criança pedir ajuda ou não. Não deve ficar sempre ao lado do seu filho enquanto ele faz os trabalhos. Se forem períodos curtos não faz mal. Lembre-se que estamos aqui para ajudar a desenvolver independência e autonomia”, esclarece Mikaela Ovén.

Já teve algum caso de desmotivação escolar em casa? Conte-nos a sua história.

 

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