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É possível manter o desejo sexual num relacionamento de longo-prazo? A resposta é um inequívoco “sim!”. Mas, para haver sucesso, a relação tem de oferecer algumas condições básicas. Conheça-as.

Estabilidade, segurança e liberdade são os ingredientes necessários para existir desejo sexual num relacionamento de longo-prazo. Garante-o Esther Perel, psicoterapeuta e autora do livro Amor e Desejo na Relação Conjugal.

Caso contrário, os membros do casal “não poderão ter prazer, não terão um orgasmo, não ficarão excitados”. Perel revela no livro que, por regra, os casais não sentem falta de atividade sexual: “as pessoas querem é sexo melhor”. Segundo a autora, os casais que conseguem manter a chama acesa “entendem que os preliminares começam no final do orgasmo anterior; entendem que há um espaço erótico que pertence a cada um deles; entendem que esse espaço erótico é aquele lugar onde param de ser os bons cidadãos que estão a cuidar das coisas e a serem responsáveis”.

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Gestão das expectativas

Quando procuramos um parceiro, queremos que dê resposta a todas as nossas necessidades no âmbito de uma relação amorosa. Porém, são precisamente essas necessidades do amor que, segundo Esther Perel, psicoterapeuta, matam o desejo sexual. A chama entre os membros de um par parte de uma “necessidade exploratória, de curiosidade, de descoberta”, é espoletada por sentimentos que entram em conflito com o amor – egoísmo, ciúme, possessividade, agressividade, domínio. “A mente erótica não é politicamente correta”, comenta a psicoterapeuta. Consequentemente, a psicóloga clínica Telma Pinto Loureiro esclarece que “o desafio que se coloca aos casais de hoje, consiste em conciliar a necessidade do que é seguro e previsível com o desejo de alcançar o que é excitante e misterioso”.

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Relação sexual contínua

O desejo é muito mais complexo do que aparenta, não se expressa apenas através de uma escala bipolar: oito ou oitenta. “O desejo não se liga e desliga apenas com a nossa vontade”, sustenta Telma Loureiro. É preciso que ambos os membros do casal invistam na sua relação sexual – que não é uma coisa estanque, que demora umas horas e acaba ali –, tentando perceber o que desperta o desejo de cada um, o que excita cada um, e como podem expressar esse mesmo desejo. Implica ir além das carícias e da estimulação sexual. “Muitos casais que se divertem juntos, que fazem coisas fora do comum, estão a estimular os centros de prazer no cérebro e a manter viva a paixão amorosa”, exemplifica a psicóloga clínica.

 

 

 

O que todos os casais devem fazer

Telma Pinto Loureiro, psicóloga clínica, diz-lhe o que deve fazer para não deixar que a sua vida sexual esmoreça.

  • Permaneçam atraentes;
  • Conversem sobre temas estimulantes e engraçados, sem restringir a comunicação aos assuntos familiares, problemas, filhos e rotinas;
  • Divirtam-se juntos;
  • Deixem que haja espaços na relação;
  • Reconheçam as capacidades um do outro, mostrando admiração por aquilo em que são bons;
  • Encarem a vida com alguma leveza e sentido de humor;
  • Evoluam intelectualmente e festejem os sucessos em conjunto;
  • Façam algo excitante que apenas os dois elementos do casal tenham conhecimento.

 

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