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Da  bloguer e atriz Tavi Gevinson, à modelo e ativista Cameron Russell, ideias e convicções que não saem de moda e, melhor ainda, fazem parte do universo feminino.

Tecnologia, Entretenimento, Design – TED. Foram esses três mundos que se uniram numa conferência em 1984. De lá para cá, a organização norte-americana ganhou proporções mundiais e hoje é conhecida pela sua disseminação de ideias.

Atualmente acontecem duas conferências por ano – uma na costa oeste da América do Norte e outra em Edimburgo, na Escócia. Nelas, o objetivo é sempre reunir os mais fascinantes pensadores e realizadores do mundo, que são desafiados a falar em 18 minutos ou menos. De entre os palestrantes há nomes como Bill Clinton, Al Gore, Gordon Brown, Richard Dawkins, Bill Gates, os fundadores do Google, Billy Graham e diversos vencedores do Prémio Nobel.

 

Eu estava a tentar reconciliar todas as diferenças que dizem às raparigas que não podem fazer quando estão a crescer. Não podemos ser inteligentes e bonitas. Não podemos ser uma feminista que também se interessa por moda. Não nos podemos preocupar com roupas, a não ser por causa do que as outras pessoas, especialmente homens, vão pensar de nós.”

Tavi Gevinson

Quem acompanha a cultura dos blogs de moda deve lembrar–se de Tavi Gevinson, a menina que conquistou o mundo da moda com apenas 9 anos de idade. Com fãs como Anna Wintour, Karl Lagerfeld e Miuccia Prada, Tavi cresceu, aposentou os óculos, o cabelo cinzento e os laços bold, e aprofundou-se em outras áreas enriquecendo a sua relação com o fashion world.

Prodígio, aos 18 é fundadora e editora-chefe de sua própria revista, a reflexiva e delicada Rookie Mag e estreou-se há pouco como atriz na TV (na série Parenthood) e no grande ecrã, em Enough Said, ao lado do falecido James Gandolfini (Sopranos) e da maravilhosa Julie Louis-Dreyfus (Seinfeld).

 

Cameron Russell entra no palco do TED  de vestido preto e sapatos dourados. “A imagem é poderosa, mas também é superficial”, explica enquanto trocar de roupa no palco para uma saia volumosa, casaco preto e um par de Birkenstocks.

Durante os 10 minutos seguintes, a modelo da Victoria’s Secret propõe uma conversa honesta sobre a sua profissão. “Uma das perguntas que me fazem é se recebo coisas de graça”, diz, e afirma que sim, recebe. E são coisas que consegue simplesmente por ser considerada bonita  – no início da sua apresentação, Russell explica que ganhou a loteria genética e isso lhe dá vantagens sobre outras pessoas. Ela ainda garante que a modelo que aparece em editoriais da revista Vogue  não é ela mesma, e sim um esforço de fotógrafos, maquilhadores, stylists e editores. Parece óbvio para quem está dentro desse universo fashion, mas desmitifica o suposto glamour da profissão.

 
” Agora , aqueles que estão familiarizados com a lógica por detrás da proteção de direitos de autor – sem a propriedade , não há incentivo para a inovação – pode ser totalmente surpreendido tanto com o sucesso da indústria da moda, como pelo sucesso económico dessa indústria.”

A especialista em investigação de meios de comunicação, Johanna Blakley, fala sobre como surgem as tendências da moda e se é realmente possível construir um estilo totalmente original. Blakley também foca o conceito bastante singular que outras indústrias criativas, como a música, o cinema e o software, devem “arrancar uma folha do livro inovador da moda.”

 
“O que eu ainda não consigo fazer é torná-lo resistente à água. Se eu estivesse na rua a andar à chuva com este vestido, começaria imediatamente a absorver grandes quantidades de água . O vestido iria ficar muito pesado, e, eventualmente, as costuras rasgavam-se – deixando-me a sentir um pouco nua.”

A Directora da BioCouture e designer de moda Suzanne Lee partilha as suas experiências no cultivo de um material à base de kombucha que pode ser usado como tecido ou couro vegetal para produzir tecido. O processo é fascinante, os resultados são incríveis (embora haja ainda um pequeno inconveniente…) e o potencial é simplesmente assombroso.

 

Só coloquei na minha bagagem uma semana de cuecas. Calculei que conseguiria encontrar o que fosse que precisasse de vestir assim que chegasse a Palm Springs.”

Jessi Arrington

A designer Jessi Arrington não pôs mais nada na sua bagagem para a conferência TED, excepto 7 pares de cuecas, comprando as suas restantes roupas em lojas em segunda mão em Los Angeles. É uma meditação sobre o consumo consciente — embrulhada num arco-íris de cores e criatividade.

 

One Comment

  1. yxtoyt@gmail.com'
    ray ban sale / 18 de Outubro de 2015 at 14:44 /Responder

    Hello, I enjoy reading all of your article. I like to write a little comment to support you.

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